Onde Estou

 

*Situação geográfica
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Na Região do Douro, numa colina montanhosa e vinhateira, a cerca de 8 Km do Peso da Régua, perto da margem direita do Rio Douro e da margem esquerda do Rio Corgo, está Canelas.
Sede de freguesia é composta pelas povoações de Canelas, Portela, Veiga (também conhecida pelo nome de Muro) e Barragem de Bagaúste, ocupa uma área de 1537 Km2.
A Noroeste confina com Poiares e a Este com Presegueda ( terra pertencente a Vilarinho de Freires). A Norte, os limites da freguesia são definidos por uma linha que, partindo do lugar denominado Fundo de Vila, limite da propriedade da Casa Grande, segue em direcção ao termo de Poiares, onde se situa o marco divisória entre Poiares e Canelas, passando pelo caminho vicinal chamado de Lasância, continuando, depois, pelo caminho da mata da Casa Grande, em direcção à Fonte de Milho, até encontrar o limite da freguesia de Covelinhas.
A sua privilegiada localização geográfica torna a freguesia de Canelas num sítio aprazível, repleto de paisagens deslumbrantes, com quintas espalhadas pelas encostas. Essas quintas são as produtoras de muito Vinho Generoso que leva o nome de Portugal aos quatros cantos do mundo.

 
*Um pouco de História

Muitos anos antes de Cristo, viveram na Península Ibérica muitos povos, entre os quais os Romanos. Os Lusitanos tiveram grandes lutas com os Romanos e foram vencidos pelos mesmos.
Assim, os Lusitanos passaram a viver à maneira dos Romanos e a sua cultura foi-se perdendo.
Dessa época há vestígios no Norte de Portugal, principalmente a Norte do Rio Douro, o que faz acreditar que esta região teria sido habitada por povos dessa época e que deixaram as suas marcas.
Canelas é uma povoação antiquíssima que, em 1205, D. Sancho I doou à Sé de Lamego, sendo Bispo D. Pedro, e que foi coutada por D. Sancho II, em 1225.
D. Dinis ordenou a devassa de Canelas, fezendo excepção do couto legítimo da Sé de Lamego (e não por padrões) e da propriedade que era dos descendentes de Bonamis e Acompaniado, Jograis a quem D. Sancho I, em 1193, deram um casal- dos oito que tinha- em recompensa de um "arremedilho".
Tanto apreciavam na Corte as peças destes primeiros dramaturgos portugueses que o casal era coutado, livre, portanto, de pagar quaisquer foros, como se fosse propriedade de um grande fidalgo do Rei.
A origem de Canelas é, talvez, castreja, mas os Romanos por aqui passaram como provam as imponentes ruínas da "Fonte do Milho", estudado por Russel Cortez, que as escavou em 1940, e que são consideradas monumento nacional.
Foi encontrada uma piscina- de que agora se não vêem vestígios- com o pormenor de ter mosaico polícromo, o que só se encontrou em Conímbriga.
Em Canelas há ainda algumas casas de interesse como A Casa do Covelo, oitocentista.
Conta-se que Canelas teria sido edificada em S. Gonçalo da Curvaceira e mais tarde mudada para o lugar de Assento, para fugir a uma invasão de formigas que atacaram as habitações, tornando-as inabitáveis e destruindo todos os vegetais.

"O primeiro assento de Canellas, foi aos lugares hoje chamados São Gonçalo e Curvanceira; mas, sendo estes sítios atacados por uma espantosa multidão de formigas, que destruíam todos os vegetaes foram os habitantes mudando pouco a pouco as suas casas para o alto, e assim se deu princípio á villa de Canellas".

Canelas é uma povoação muito antiga. Foi sede de Concelho e pertenceu à Comarca de Vila Real e isenta da Ordem de Malta.
A densidade populacional, presente nos censos realizados em 1527, mostra que Canelas era um dos lugares mais povoados do Concelho, com catorze moradores.
O Concelho de Canelas que deteve tribunal, cadeia, quartel, casa da Câmara, pelourinho e o hospital de Seixas Penetra, por decreto de 31 de Dezembro, de 1853 foi suprimido de Concelho e anexado à Comarca do Peso da Régua. Este decreto provocou o desagrado do povo de Canelas que demorou a conformar-se com esta situação de dependência.
Ficou então a linda Vila de Canelas a fazer parte da freguesia de Poiares, Concelho de Peso da Régua.
Nostálgica do seu passado de Vila e sede de Concelho, que foi até 31 de Dezembro de 1853, conseguiu estatuto de freguesia em 1976, pelo Decreto lei nº406/76 de 27 de Maio.

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